segunda-feira, 27 de abril de 2015

Eu sou de lugar nenhum

Eu sou só aquele velho-jovem pássaro em sua gaiola, vendo a vida passar, observando o mundo entre minhas grades. Eu fui pega mas não sou de ninguém, eu tenho casa mas não gosto de ter que retornar no final do dia para ela. Eu também não canto. Dificilmente ouvem a minha voz ou minha risada.
Estou aqui observando as estações, as minhas asas crescendo e a minha vontade de voar sumindo.
Eu me sinto absurdamente só, desesperada em meio a rejeição, e, eu não sei onde me encaixar.
Estou triste, triste, triste...e é uma dor tão angustiante que tenho a sensação de que a qualquer momento explodirei de desgosto.
Resolvi jogar os planos pra fora, resolvi que não precisaria gostar do que faço, mas fazer o que preciso fazer.
Eu não quero abrir mais os olhos, é doloroso desfazer-me de esperanças e me encher novamente, e me esvaziar, e me encher, e... ahhh...estou tão desanimada.
Alguma coisa irá mudar?
Minhas orações parecem subir, mas ainda assim...só o silêncio me responde.
É triste, triste, tão triste não saber como viver.
Perecer no vazio, na angustia, na gaiola.



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