quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Por que tudo isso tem me matado lentamente.

Viver sem poder alimentar expectativas, porque todos ao meu redor irão mentir, me trair e me deixar. 
Pelo quê eu deveria lutar ? 
Por nada, por ninguém. 


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Prepotente!

Eu quis ver o seu melhor e não ouvi a opinião de mais ninguém, ignorei até o que os meus olhos me mostravam. Eu acreditei em falsos sentidos, e me vi como uma idiota que aposta todas as expectativas em alguém que é simplesmente bom demais a ponto de não precisar de mais ninguém. 
Eu não sou tão irritante, talvez eu seja sim, mas não ao ponto de ser tratada como um nada, de ser repelida e ignorada. No final, as pessoas gostam de ser adoradas, eu odeio a sua prepotência! 
Não vou mais atrás, porque você não é a pessoa que passei a vida acreditando que fosse. 
Velhas lembranças não me farão falta, pelo contrário, estou me libertando delas!
Flores amarelas, tardes cinzas, vento e longos cabelos, olhares e sorrisos, mãos geladas e coração acelerado e o mês de novembro, no fim era tudo eu, tudo a minha imaginação. Você não pode ser perfeito, porque fui eu que te imaginei assim, você é só um ídolo com uma última fã. 
Despeço-me das ilusões e fanatismo, despeço-me do que por anos achei ser minha real felicidade. No final, eu sempre soube que não daria em nada, que estaria nessa condição de mera observadora. Talvez, por um breve momento você realmente tenha me enxergado, mas agora eu sei que não posso me apegar a pequenos milagres, você não é e não tem o que eu preciso. 
Se sobressaia como sempre, seja prepotente o quanto puder, se é assim que você consegue ser feliz. 
Não mais serei um nada pra você e não mais você será tudo para mim. 
Seja o inexistente, pois nem mesmo as lembranças eu quero guardar dessa vez. 
Adeus, velho ídolo. 


domingo, 13 de outubro de 2013

Certo x Errado

Gritos, perguntas retóricas, drama, sermão... Ainda me trata como se eu não soubesse a proporção das consequências das minhas escolhas. 
Fico presa a este dilema de fazer a vontade alheia e manter a imagem de boa menina ou seguir minhas próprias vontades, aprender com meus erros, aprender a me virar e com isso, aparentar estar sendo "rebelde". 
Dizem pra eu crescer, mas não me permitem ser livre o bastante pra escolher pra onde ir, o que fazer, como fazer, o que pensar, que opiniões formar. Ainda sou vista como alguém facilmente influenciável, manipulável, não imaginam como sou crítica, auto corrigível, policiada. 
Eu me vejo em uma corrida desesperada por sonhos e esperanças novos, que jamais pensei ter coragem de seguir, e sou golpeada por palavras tão vis, rasas, preconceituosas. 
Me pedem confiança, mas não me dão motivos para confiar. 
Me pedem compreensão, mas estão sempre correndo por si  sós, me deixando pra trás quando opto por não ir, porém, quando resolvo seguir meu próprio caminho, me fecham de todos os lados e dizem que sou egoísta, que não penso em mais ninguém! Eu penso em tanta gente antes de mim que acabei aceitando a condição de me deixar por último, ou me deixar simplesmente. 
Ponho tanto empenho na tarefa de agradar os outros que vivo frustrada comigo mesma, tanto que não consigo enxergar minhas grandezas, aceitar elogios ou me convencer de que sou capaz de fazer mais, ir mais longe, ser melhor. 

Ser o melhor que posso ser... 

Estou confusa, como devo crescer ? Segundo minhas lições ou segundo as ordens a mim impostas ? 
Dilemas... 
Qual decisão é a correta ?
Qual erro posso cometer ? 
Poderei aprender plenamente seguindo os passos dos outros ? Eu creio que não. 
O mundo é tão grande e complexo pra ser enxergado a partir de uma visão alheia e limitada, condicionada, acomodada. 
Tenho tão poucos anos e tanto a conhecer. Seria mesmo certo deixar de trilhar meu caminho para seguir o caminho de alguém que já viveu as próprias escolhas ? 
Eu não vou me acomodar, tão pouco ser eternamente dependente. Cresci em uma gaiola na esperança de conquistar minha liberdade e agora querem tirar meu direito de lutar por ela. 
O que devo fazer ? Ser a boa filha ou ser livre ? 
Eu não sei, mas sinto que quero me arriscar.