terça-feira, 30 de julho de 2013

Tempo em Parcelas

Meu sofá parece bem maior agora, 
O cheiro de sabão em pó nas roupas, estranhamente me deixa nostálgica. 
Comer não é mais tão difícil, exceto pela falta de companhia. 
Andar sozinha não é tão fácil agora, as minhas mãos ficam procurando outra pra segurar. 
Aquela coceirinha no pescoço, resultado de uma barba que a pouco o roçou, faz falta...
Minha casa está muito vazia...ou talvez seja eu. 

Eu não sei do amanhã, são parcelas de um tempo que talvez não chegue. 



sexta-feira, 19 de julho de 2013

E isso é perfeito...



Seu amor é como consolo, seu carinho como um conforto, sua presença é um milagre.

Eu não tenho dúvidas, nem medo, não tenho receios quando estou com você, porque você soube exatamente como me encontrar, como entrar na minha vida e fazê-la suportável.

Depois de tomar tantos caminhos e fazer tantas escolhas erradas, agora eu posso finalmente descansar em paz nos seus braços, você é aquela pessoa por quem estive procurando a vida toda, você é aquela pessoa que me livra de todos os meus problemas só com um abraço.

Senti o que era felicidade pela primeira vez, quando você tirou meus pés do chão e me aconchegou no seu abraço, e notei que pra sonhar, não é preciso estar de olhos fechados. Você é meu sonho mais perfeito.

Olhar pra você e rir, sem motivos, sem explicações, pura e simples vontade de rir por estar feliz.

Quando você está longe, é como sentir parte de mim longe do meu alcance, mas também é como manter seguro em suas mãos o meu coração. (Eu sei, você diria "amor, como você é gay" , rsrs. Com você eu sou qualquer coisa, e não temo ser, apenas sou.)

Obrigada por ter insistido em mim, não tenho como agradecer a não ser retribuindo todo o amor e cuidado que você me proporciona todos os dias.


Sem essa de ser "eterno enquanto dure", que seja intenso por todo o sempre.

E mano, eu te amo pra caralho!!! xD


quinta-feira, 18 de julho de 2013

When You Come Back Home

A velha sensação de querer voltar pra casa, estando em casa. Como se sua casa não fosse de fato seu lar, como se sem perceber, você acabasse se tornando um estranho que apenas suga o que lhe é oferecido. Sua paz, tranquilidade, conforto, abrigo, não se acham ali, e de repente, essa não é mais a sua casa. 
As pessoas, a família, amigos, conhecidos, todos meros estranhos que você teve que conviver a vida toda, mas que nem mesmo assim, parecem fazer parte do que você é, mesmo que parte do que você seja tenha sido construída sob suas referências. 
Correr para o amanhã na esperança de achar o seu lugar, de achar alguém que te ofereça colo, de uma vida simples e despreocupada, quem sabe... feliz ? 
Talvez uma mera saudade, uma sensação boba de ter vindo de outra vida para uma que você agora é obrigado a suportar. Saudade das árvores de cerejeira, das montanhas cobertas de gelo, do piso de madeira brilhando com a luz que entra pela porta, invadindo todo o corredor. O kimono vermelho, aquele com galhos e flores estampados em branco, o longo cabelo preto preso em um coque grande e alto preso por presilhas delicadas em formato de flores. Paz. 
Um jardim em uma montanha, uma casa de madeira, o andar ao entardecer sobre os campos verdes, a brisa tranquila que diz, "sim, isso é um sonho". 

ACORDE ! 

Você pode idealizar suas outras vidas como quiser, mas nesta, você tem que fazer jus à sua busca por paz. Lágrimas, sofrimento, derrotas e perdas serão inevitáveis. Evitar conhecer novas pessoas não vai ser garantia de estar se auto protegendo, mas contribuindo para sua total solidão quando todos tiverem ido, e você não saberá a quem recorrer. 

Sua casa é onde estão as pessoas que te amam, sua liberdade é onde você não se sente pressionado, onde você deita no sofá e passa a tarde olhando para o teto, sem ninguém para quebrar sua calma, nem desviar o foco dos seus planos e metas para acabar com suas preocupações. Até sermos livres, até sermos bons, até o sentimento de ingratidão ter ido embora, somos apenas "nós", engaiolados por nossos tabus, princípios, preconceitos e imaturidade, mas chegará o dia em que seremos grandes o bastante para seguir o caminho que optamos seguir, não o que nos fora empurrado. Chegará o dia em que você retribuirá todos os cuidados, e que poderá enfim, desfrutar sua tarde entediante, deitado no sofá da sala perdido nos próprios pensamentos com os olhos focalizados em um teto pálido. 




domingo, 14 de julho de 2013

Marcas de dedos

Sinto como se tivéssemos borrado nosso último desenho. 
Lembro que o primeiro deu muito trabalho, e que eu o apaguei diversas vezes tentando fazer jus à beleza que meus olhos viam em você. 
Agora eu paro para perceber que não haverão mais destes, que não tocarei mais em um lápis pensando em você, porque de certa forma, acabaria devolvendo melancolia aos meus traços, e não é assim que você merece ser lembrado, meu sempre bom amigo.
Adeus aniversários coloridos... isso é nostálgico. Esse ano não precisarei pensar em uma maneira de transformá-lo em um personagem meu, o qual fui audaciosa ao adicionar alegria e sorrisos sinceros. Dessa vez você não precisa da minha arte final, você encontrou sua obra prima. 
Fiquei melancólica, mas feliz... finalmente, não estarás mais só... você foi alcançado, então permita-se abrir os olhos, na vida nem tudo é referência ao sofrimento ou a dor. 

Sayounara, Kawaii-chan! =)



terça-feira, 2 de julho de 2013

A Arte de ser um "Zé Ninguém"

Me acostumei a ser a sombra, 
a aparecer somente quando sou necessária.
Parei de pedir ajuda, de tentar fazer os outros verem meu lado ou 
terem pena de mim. 
Eu não sou uma pessoa forte, mas não gosto de passar essa imagem.
Ultimamente eu tenho me sentido quebrada, 
como se ninguém precisasse de mim como pessoa, 
só como uma fonte de renda ou uma opção quando todas as outras 
foram descartadas.
Decidi por mim mesma que não vou mais perder tempo chorando, 
e há um bom tempo isso tem dado certo.
Por mais que eu busque em outras pessoas preencher minha solidão,
mais solitária eu pareço ficar. É como seu eu tivesse nascido para 
tapar buracos, ocupar espaços irrelevantes, ser irrelevante.
Eu sou um Zé Ninguém, sempre de lado, sempre em segundo plano, 
sempre à sombra de alguém.
Eu queria entender o motivo de existir,  o propósito de eu estar aqui, 
por que já procurei de todos os ângulos possíveis, e não encontrei 
resposta alguma. 
Eu sou só um Zé Ninguém.